Numa canção de 1915, I Love a Piano, o grande compositor americano Irving Berlin não teve dúvidas e homenageou o melhor deles com uma rima muito divertida e quase intraduzível: “I know a fine way/ To treat a Steinway”. A própria canção, uma bela melodia gravada por muitos intérpretes, como Michael Feinstein (num Steinway, evidentemente), era uma prova de que Berlin sabia tratar bem o instrumento. No verso seguinte, ela diz: “I love to run my fingers/ O’er the keys, the ivories” – como se o autor dissesse que só num Steinway é possível correr os dedos sobre as teclas de marfim com tanto prazer. Afinal, é isso mesmo o que o distingue dos outros pianos: na linguagem dos músicos, sua capacidade de “responder” aos movimentos.
Tom Jobim era outro que sabia como acariciar um Steinway. Nos últimos anos de vida, mantinha o seu no apartamento de Nova York, aonde ia nas temporadas em que precisava trabalhar com afinco, sem as distrações naturais e femininas do seu Rio de Janeiro. Se a maioria dos compositores da MPB trabalhava e trabalha com violão, Tom, grande admirador de Berlin e da música americana da primeira metade do século XX, sempre compôs ao piano – e é possível dizer que vem daí a sofisticação harmônica que trouxe para o cancioneiro nacional. Portanto, a música brasileira, admirada como é em todas as latitudes, também tem uma dívida com o Steinway.
Não se sabe quantos pianos da marca existem no Brasil, mas, segundo o representante Sérgio de Simone, da empresa Gluck Pianos, desde 1995 foram vendidos cerca de 60 unidades dos modelos D (para concerto) e B (de cauda, mas menor). Em geral, eles são comprados por teatros e salas de concertos, como os dois adquiridos no ano passado pela Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), agora proprietária de um quarteto de Steinways. “Calcula-se que 92% dos espaços de concerto e das gravadoras no mundo todo tenham Steinway”, informa Sergio de Simone. O concorrente mais próximo, Yamaha, é usado em apenas 4% deles.
O próximo piano a ser inaugurado no Brasil é o que será doado por Yara e Roberto Baumgart ao Teatro Cultura Artística (TCA). O modelo já foi encomendado: trata-se de um Steinway Grand Concert – Modelo D, fabricado em Hamburgo, Alemanha. Entre seis e oito unidades estarão disponíveis para a escolha final, que será feita com ajuda do pianista húngaro Deszö Ranki em abril. A estréia está prevista para o mesmo mês e o pianista será o brasileiro Pablo Rossi, atualmente formando-se em São Petersburgo. Na programação principal do TCA, caberá ao mais importante pianista brasileiro, Nelson Freire, ser o primeiro a se apresentar com ele, em maio. Havia 20 anos o TCA não adquiria um Steinway. Pela nova estrela, o casal Baumgart pagou o preço de um apartamento: 105 mil euros, mais o frete de 2.500 (como o TCA é isento, não será necessário pagar mais 65% em impostos) – ou quase R$ 280 mil.
Curiosamente, não foi em Hamburgo que a Steinway & Sons nasceu, mas em Nova York, em 1853. O fundador, Henry Engelhard Steinway, era um marceneiro alemão que havia imigrado para “fazer a América”. E de fato ele fez. Na Alemanha já fabricava alguns pianos, artesanalmente, na cozinha de casa, desde 1836. Mas foi em Nova York que o que era quase um hobby virou um grande negócio. Vendendo primeiro em três países – EUA, Alemanha e Inglaterra, cuja representação foi aberta em 1875 –, Steinway iniciou uma fortuna que se acumularia rápido e incluiria estrada de ferro, fundição, escolas, bibliotecas e parques. Em 1880, ele decidiu abrir uma fábrica também em sua cidade natal. Essas duas, a hamburguense e a novaiorquina, continuam até hoje a produzir todos os Steinways que se espalham pelo mundo, a uma média de 3.500 por ano (dois terços nos EUA).
Elas também continuam a produzir um debate que não terá fim: afinal, qual é o melhor Steinway (já que ninguém se pergunta “qual é melhor do que o Steinway?”), o de Hamburgo ou o de Nova York? Instrumentistas e especialistas se dividem como as teclas do piano em brancas e pretas. Os músicos europeus, em geral, preferem os modelos alemães, considerados mais “metálicos” ou, para os críticos, mais “duros”. A razão está na mecânica, em especial no martelo, que extrai das cordas um som mais cristalino. Por ser de alta precisão, essa mecânica permite ajustes de entonação muito refinados, aquilo que os técnicos chamam de “agulhamento”. Esse som mais metálico, na opinião de alguns, torna o modelo mais adequado para peças barrocas e clássicas, que exigem leveza, um colorido mais gracioso ou detalhado.
Nelson Freire, por sinal, é um dos defensores do piano de Hamburgo. Faz sentido. Quem já o viu tocar ao vivo sabe de seu cuidado com as modulações, seu rendilhado de tons e meio-tons. Simbolicamente, porém, um dos três Steinways que Freire tem em sua casa na Tijuca, no Rio, e que pertencia à sua madrinha e mestra Guiomar Novaes, é um modelo americano. Os pianos de Nova York, preferidos pelos profissionais americanos, são donos de um som mais “encorpado”. Como se vê, a conversa sobre o assunto parece conversa sobre vinhos. E o Steinway americano é justamente um produto que pede tempo, para que seja apurado, para que ganhe estrutura. Muitos pianistas, quando tocam um modelo recém-fabricado em Nova York, se queixam de que “está sem som”. Mas o fato é que, depois de dois anos de uso, ele tem 15% mais volume sonoro do que o fabricado em Hamburgo.
O piano americano não é o preferido apenas dos americanos. Era, por exemplo, o do grande Vladimir Horowitz, um dos maiores pianistas da história, que elogiava a maneira como ele respondia a comandos acelerados, como o de suas mãos executando uma peça de Rachmaninof. Segundo Sergio de Simone, os modelos feitos em Nova York têm mesmo 20% de velocidade a mais do que os alemães. Isso os torna ideais para compositores modernos, pós-Beethoven, e para suportar com grandeza o diálogo com uma orquestra. Sua combinação de corpo e velocidade, o modo como as teclas ressoam nas cordas e voltam à posição inicial rapidamente, impede que a massa e o volume de uma filarmônica abafem o piano.
A construção de um Steinway é quase toda artesanal, feita à mão, talhada por anos de prática. Cada piano é trabalhado de uma vez, ao longo de um ano. Há quem estime em mais de mil detalhes o que distingue essa fabricação da de qualquer outro. São camadas finas de ébano, de 3 milímetros, superpostas uma a uma com verniz de alta qualidade; já as beiradas são feitas com 18 camadas de 1,5 milímetro de “maple” (o bordo, a árvore símbolo do Canadá). O prato de ferro tem nada menos que 45 mil pontos de tensão disparados pelas mais de 200 cordas. A caixa, de madeira “spruce” (o abeto, uma conífera comum nos EUA), é feita do miolo para as bordas, num efeito de diafragma, para assegurar uma vibração mais unificada e rica. Ao todo, são 12 mil peças diferentes e oito tipos de madeira, além da laca que reveste o instrumento.
Matérias-primas e habilidades técnicas, assim como a tecnologia de computador que aprimorou o cálculo de ângulos e curvas, se unem numa operação tão cuidadosa quanto complexa. Capaz de seduzir pianistas tão diferentes quanto Alfred Brendel e John Lennon, de Arturo B. Michelangelo a Martha Argerich, o Steinway – hoje propriedade de Kyle Kirkland e Dana D.Messina, casal de investidores que comprou a empresa da família em 1995 – segue um símbolo de excelência difícil de bater. Por isso e pela longa tradição, é também uma lenda. Uma das histórias a seu respeito é o do piano que Eugène Stomin encomendou para sua suíte no Hotel Jaraguá em 1958, no domingo da final da Copa do Mundo. Os carregadores fizeram muitas tentativas pelo elevador e pela escada, mas não deram certo. Então eles desistiram do serviço e foram escutar o jogo pela rádio.
Arthur Moreira Lima e João Carlos Martins são outros brasileiros que possuem os seus. Há aqueles também que ainda não têm como comprar um, mas que já tiveram a sensação de se apresentar nele em alguma sala. Foi o caso de André Mehmari no TCA, cujo Steinway chama de “mágico”. Ele, dono satisfeito de um K. Kawai (piano de cauda japonês), tinha apenas 20 anos e disse que naquela noite “algo muito importante aconteceu” depois de tocar o primeiro acorde. “Aquela experiência mudou a minha forma de fazer música”, conta. “Parece que você pode sonhar tudo, no limite de sua técnica, numa performance fluida e relaxada. Nos outros pianos é preciso gastar cinco vezes mais energia para materializar a música.”
Talvez se deva destoar um pouco de Irving Berlin. Cada pianista tem um jeito de tratar seu Steinway. O Steinway é que tem um só, e é o melhor possível.
Mitsuko Uchida performs Mozart_s Piano Concerto 20- Romanze.mp3 -Quando ouvimos um STEINWAY em perfeitas condiçoes, sabemos o qnto o nosso piano está danificado, o qnto suas cordas enferrujadas nos arranham os ouvidos e a alma.Uma lástima a Faetec nao cuidar de um instrumento tao precioso, tao especial
Delicia sem fim ouvir MITSUKO UCHIDA tocando, num divino Steinway, a Sonata in D major K.576, do Amadeus Mozart
Steinway: Música e Magia no Ferreira Viana - 08/01/2009
Ao ver os meninos-músicos do Ferreira Viana ao redor de um piano tão maltratado e ao mesmo tempo tão imponente, compreendi o que estava acontecendo. A música e a poesia juntaram os seres visíveis e invisíveis, amantes da beleza, em torno desse objeto secular. Para esses meninos, naqueles instantes, a rua perdera a importância e lá estavam eles, em conexão com Apolo, as musas, Fernando Pessoa, Florsbela Espanca, Álvaro de Campos, Bethoven, Jorge Luís Borges... e outros tantos que foram chegando. Não foi preciso chamá-los nas salas de aulas, eles foram atraídos por alguma magia que estava no ar e se espalhava por toda a escola. Vinham, sentavam-se, tocavam, ouviam, liam poesia e ficavam, iam ficando... A emoção tomava conta da minha alma e eu comecei a imaginar uma escola onde os alunos não sentissem vontade de ir para a rua. Percebi, então, que essa idéia, ainda tão embrionária, precisa tomar corpo, crescer e congregar pessoas que acreditassemque os jovens gostam do que é belo. Levar essa idéia adiante é um grande projeto acalentado já há algum tempo e que, tenho certeza, não vai se apagar.
Há mais de um século, os maiores pianistas do mundo preferem expressar seu talento musical tocando os pianos Steinway & Sons. Essa lista inclui os gigantes da música clássica, popular e do jazz dos séculos XIX e XX - homens e mulheres que moldaram a música universal - portanto, o prazer de tocar e possuir um piano Steinway não é privilégio exclusivo dos virtuosos. É, na verdade, um mundo que se abre para todos aqueles que cultivam o gosto pela música, pelos objetos de arte e pela qualidade.
No Velho e dasafinado Piano Steinway,instrumento de raro valor,patrimônio da Etefev, abandonado pela Faetec,nosso querido aluno músico,Robson Arruda,toca Balada para Adeline.
Há os pianos. Há a música. Ambos são absolutamente reais. Ambos são absolutamente diferentes. Os pianos moram no mundo das quantidades. Deles se diz: "Como são bem feitos!" A música mora no mundo das qualidades. Dela se diz: "Como é bela!"
Dos pianos os mais famosos são os Steinway, preferidos dos grandes pianistas. São eles que se encontram nos palcos dos grandes teatros do mundo, dentre eles o de Campinas... Pianos são máquinas grande precisão. A sua fabricação exige uma ciência rigorosa. Tudo tem de ser medido, pesado, testado. As teclas devem ter o tamanho exato, devem reagir de maneira uniforme à pressão dos dedos, devem ter reação instantânea. E há de se considerar a afinação. O pianista Benedetto Michelangelo, ao iniciar um concerto na cidade de Washington, parou imediatamente após os primeiros acordes: o seu ouvido percebeu que a afinação não estava certa. O concerto foi interrompido para que um afinador desse às cordas a tensão exata para produzir os sons precisos.
Um dos objetivos da ciência exata da fabricação de pianos é a produção de pianos absolutamente iguais. Se não forem iguais, o pianista não conseguirá tocar num piano em que nunca tocou.
Digo que a fabricação de pianos é um ciência porque tudo, no piano, está submetido ao critério da medida: tamanhos, pesos, tensões. Mesmo as afinações, que normalmente requerem ouvidos delicados e precisos, podem prescindir dos ouvidos dos afinadores - o afinador pode ser surdo! - desde que haja um aparelho que meça o número de vibrações das cordas.
A realidade do piano se encontra em suas qualidades físicas, que podem ser ditas e descritas na precisa linguagem científica dos números. É essa linguagem que torna possível fazer pianos iguais uns aos outros. Na ciência, a possibilidade de repetir, de fazer objetos iguais uns aos outros, é um critério de verdade. Coisa de culinária: se digo que uma receita de bolo é boa, todas as vezes que qualquer pessoa fizer a mesma receita, com os mesmos ingredientes, nas medidas exatas, na mesma temperatura de forno, o resultado deverá ser igual. A exatidão dos números torna a repetição possível. Assim é a ciência, essa culinária precisa e útil. Tanto os pianos quanto os objetos da ciência são construidos com o auxílio de um método chamado quantitativo, isso é, que se vale de números. Na ciência e na construção de pianos só é real o que pode ser medido.
Pianos não são fins em si mesmos. Pianos são meios. Existem para serem tocados. A música é tão real quanto os pianos. Mas a realidade da música não é da mesma ordem que a realidade dos pianos. Essa é a razão por que os fabricantes de pianos não se contentam em fabricar pianos: eles vão aos concertos ouvir a música que os pianistas tocam. É certo que a música tem uma realidade física, em si mesma, independente dos sentimentos de quem ouve. A música existe mesmo se o CD está sendo tocado numa sala vazia, sem ninguém que a ouça. Mas isso não é a realidade da música. A realidade da música se encontra no prazer de quem a ouve. O mesmo vale para a comida. As cozinheiras cozinham para dar prazer aos que comem. Os pintores pintam para dar prazer aos que olham. Também os amantes beijam por causa do prazer. O desejo do prazer move o mundo.
O prazer é uma experiência qualitativa. Não pode ser medida. Não há há receitas para a sua repetição. Cada vez é única, irrepetivel. Um pianista não interpreta a mesma música duas vezes de forma igual. O "Concerto Italiano", de Bach, põe em ordem o meu corpo e a minha alma. Uma outra pessoa, ao ouvi-lo, vai dizer: "Que música chata!"
Desde cedo os filósofos naturais ( assim eram chamados os cientistas no passado) perceberam a diferença entre a ordem das quantidades e a ordem das qualidades. E as designaram com as expressões " qualidades primárias" e "qualidades secundárias". As qualidades primárias são aquelas que pertencem ao objeto, independentemente dos nossos sentimentos; elas podem ser ditas em linguagem matemática, tornando possível a repetição. Com elas se faz a ciência. As qualidades secundárias são aquelas que se referem às experiências subjetivas que temos ao "provar" o objeto. O frango-ao-molho pardo tem uma realidade física. Mas o "gosto" só existe na minha boca, na minha lingua e nas minhas memórias de mineiro. Uma outra pessoa, com boca e lingua anatômica e fisiologicamente idênticas às minhas, mas que não participe das mesmas memórias ( uma pessoa de convicções religiosas adventistas, por exemplo), sentirá um "gosto" diferente do meu, possivelmente repulsivo. A experiência do gosto, da beleza, da estética pertence ao mundo humano das "qualidades". Não pertence ao mundo das realidades quantitativas. A linguagem matemática da ciência não dá conta dessa experiência. Não é capaz de dizê-la. Faltam-lhe palavras. Faltam-se sutilezas. Faltam-lhe, sobretudo, interstícios. A ciência conhece as coisas que podem ser ditas quantitativamente. Mas como dizer a beleza de uma sonata? Lenin, ao falar do que sentia ao ouvir a sonata "Appassionata", de Beethoven, usa palavras do vocabulário dos apaixonados. Mas, ao lê-las, eu não fico sabendo como é a beleza da música. Que palavras irei usar para transmitir ao leitor o gosto e o prazer do frango ao molho pardo?
E, no entanto, essa "coisa" indizível é real. A experiência estética, não científica, qualitativa, se apossa do corpo: ruflam os tambores e os soldados homens para a morte. Ouço o Danúbio Azul e tenho vontade de dançar. Ouço a Serenata de Schubert e tenho vontade de chorar. Ouço a "Ave Maria" e a oração surge, expontânea, dentro de mim. Oujço o Clair de Lune, de Debussy, e fico tranquilo. Ouço o estudo op. 10 n. 12, de Chopin, chamado "revolucionário", e fico agitado..
Nada disso é científico, quantitativo. Mas é Real. Move corpos. O que comove os homens e os faz agir é sempre o qualitativo. Inclusive a ciência. Os cientistas, ao fazer ciência, não são movidos por razões quantitativas, científicas. São movidos por curiosidade, prazer, inveja, competição, narcisismo, ambição profissional, dinheiro, fama, autoritarismo.
Havia, certa vez, uma terra distante onde pianos maravilhosos eram fabricados. Os fabricantes de piano, envaidecidos por sua ciência quantitativa precisa, começaram a desprezar os pianistas, que tocavam movidos por razões qualitativas, indizíveis. Concluiram que os pianistas eram seres de segunda classe e terminaram por proibir que eles tocassem. E cunharam a frase clássica: " Fabricar pianos e preciso. Tocar piano não é preciso."
Isso não é ficção. É isso está acontecendo nos meios científicos brasileiros. As pesquisas "qualitativas" são rejeitadas sob a alegação de que seus resultados são imprecisos, não passíveis de serem repetidos, e por não serem aceitos para publicações em revistas internacionais. Todos os cientistas devem adorar diante do altar desse novo ídolo: as revistas interncionais indexadas. E esse ídolo que decide sobre o destino das pesquisas e dos pesquisadores. Na comunidade científica somente se permite a linguagem quantitativa. Tem havido casos de cursos de pós-graduação serem desqualificados pelo fato de seus pesquisas serem feitas no campo do qualitativo. O científico é fabricar pianos. O gostar de música não é científico.
O que leva a soluções científicas ridículas. De que maneira um pianista provaria sua competência, com vistas a um grau de doutor em música? Resposta fácil: dando um concerto. A ciência contesta. A ciência não sabe o que é um concerto. Se o pianista quiser ter o grau de doutor ela terá que escrever uma tese na qual a "qualidade" que ele sabe produzir é transformada num saber quantitativo duvidoso.
Guimarães Rosa profetizou que os homens haveriam de ficar loucos em decorrência da lógica. Já está acontecendo em nossas instituições de pesquisa. "Vivam os pianos! Mas os concertos estão proibidos!"
EM 2008, Gustavo Pires, querido e talentoso jovem que ama a música, que não se importa em ficar horas "tocando" um velho e desafinado Piano de raro valor- um STEINWAY,da Escola Tecnica Estadual Ferreira Viana, abandonado pela Fundaçao de Apoio às Escolas Tecnicas,Faetec.
Nosso querido aluno musico Robson Arruda tenta tocar, com extrema dificuldade, devido as condiçoes do velho e desafiado piano Steinway, a Sonata ao Luar,do Beethoven( 2008) hoje , ao que parece ja nao se pode mais tocar o velho piano. que a Faetec vai fazer???
Robson Arruda TOCANDO no chát com Poesia,EVENTO realizado na ESCOLA TECNICA ESTADUAL FERREIRA VIANA-ETEFEV, em 2008. O Piano é um velho Steinway, um dos mais belos e perfeitos pianos do mundo, é patrimônio da Faetec, tem mais de 100 anos e está completamente abandonado.
Por mais de uma década,incessantemente, foram enviados ofícios a FAETEC, solicitando o Restauro do piano, nunca nada foi feito. o Piano está desafinado, com teclas e os pés quebrados...estava com cupim,fizemos um movimento na escola para arrecadar fundos e acabamos com o problema. O piano precisa de restauro para ontem.
Uma lástima um bem tão valioso, tão amado por nossos alunos músicos, assim, abandonado pelo poder público, pela Faetec.